Administração na prática

[Post estendido] Turnaround: o que é e como fazer na sua instituição de ensino?

Tempo de leitura: 7 min

Como está a situação da sua escola? Há perda de funcionários importantes, saída de alunos ou problemas financeiros? O que a gestão escolar tem feito para mudar esse cenário?

Ainda que as dificuldades sejam causadas por uma situação externa (como crise econômica), a instituição de ensino tem um papel crucial para mudar o quadro e realizar um turnaround no negócio. Nunca ouviu falar nessa expressão?

A seguir, vamos explicar tudo sobre o turnaround, além de como o conceito pode ajudar a superar os obstáculos e impulsionar o crescimento da sua escola. Continue a leitura!

O que é turnaround?

Com origem na língua inglesa, o termo “turnaround” significa “dar a volta” ou “virar o jogo”. Trata-se de uma metodologia da Administração que consiste em realizar mudanças cruciais para recuperar um negócio que está em dificuldade. A intenção é aproveitar o cenário negativo para fazer modificações e, assim, potencializar o desenvolvimento de uma empresa.

A tática pode ser implementada em diversos setores, inclusive nas escolas. Nesse caso, a instituição deve rever os valores, as missões, o planejamento estratégico e o ensino, de maneira que possam ser implementados processos mais eficazes.

Como identificar se minha escola precisa da metodologia?

Para além das dificuldades financeiras, as escolas podem apresentar outros sinais quando há necessidade de fazer uma reestruturação. Alguns exemplos são:

  • alta rotatividade ou perda de funcionários;
  • redução do número de alunos;
  • perda de competitividade no mercado;
  • pessimismo das equipes;
  • baixa qualidade de ensino;
  • obsolescência dos métodos ou materiais de ensino;
  • falta de adesão às transformações tecnológicas em curso;
  • diminuição da credibilidade no mercado.

Como o conceito funciona?

No turnaround, é feita uma avaliação detalhada dos processos internos e da estrutura de uma instituição. As políticas, a situação no mercado, as concepções de inovação e os problemas existentes, entre outras questões, também são analisadas.

A partir da percepção do que tem funcionado ou não, são realizadas reformulações para otimizar os resultados. No entanto, não se trata de mudanças pontuais, mas sim transformações profundas na estrutura da escola.

Implantação na instituição de ensino

O reposicionamento começa a partir do diagnóstico da instituição de ensino. Primeiramente, é preciso avaliar o negócio a partir de ferramentas de verificação da situação da escola, como a análise SWOT — que determina fatores como pontos fortes, fraquezas, oportunidades e ameaças ao crescimento da empresa.

Depois, é necessário envolver os colaboradores e gestores escolares no processo de reestruturação da instituição. Com o feedback dos envolvidos, há a implementação das mudanças e o monitoramento dos resultados.

Há diversas medidas que podem ser implementadas para facilitar a recuperação da escola e evitar problemas maiores, como perda de espaço no mercado, desmobilização das equipes e até falência. Veja algumas possibilidades:

  • renegociação de dívidas;
  • contenção de perdas financeiras e inadimplência;
  • redução de custos operacionais;
  • modificações na gestão financeira;
  • mudanças nas lideranças/diretoria;
  • reestruturação do quadro de funcionários;
  • investimentos em tecnologias e na qualidade do ensino;
  • capacitação de professores e funcionários;
  • criação de planos de carreira;
  • elaboração e implementação de um planejamento estratégico.

De que forma a análise SWOT pode beneficiar a escola?

Certamente você já ouviu falar na análise SWOT em algum momento. Essa ferramenta é muito utilizada no mundo dos negócios, independentemente do ramo de atividade da sua empresa. A expressão significa:

  • strengths — forças;
  • weaknesses — fraquezas;
  • opportunities — oportunidades;
  • threats — ameaças.

É feito um levantamento detalhado, com o objetivo de identificar as forças, fraquezas, oportunidades e ameaças da companhia. Cada um desses elementos pode sofrer influências internas ou externas.

Strengths (forças)

Nesse campo, são identificadas as forças da instituição, ou seja, os aspectos positivos que destacam o serviço prestado pela escola. Trata-se das qualidades percebidas pelos alunos, responsáveis e gestores.

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As forças são aspectos que podem ser gerenciados pelos responsáveis pela escola, portanto sofrem influência interna e dependem de mobilização dos gestores para mudar. Podemos usar como exemplo de forças um laboratório de ciência bem montado ou facilidade de acesso ao estacionamento.

Weaknesses (fraquezas)

Ao contrário das forças, as fraquezas são os pontos negativos que estão totalmente sob o controle e a administração dos gestores e responsáveis pela escola. As fraquezas dificultam o crescimento do negócio e podem enfraquecer sua reputação.

Esses pontos precisam de muita atenção e estudos para identificar a melhor forma de reverter o cenário e transformar as fraquezas em forças.

Opportunities (oportunidades)

As oportunidades, como o próprio nome indica, são os aspectos positivos de influência externa que a instituição usa a seu favor. Normalmente, elas estão vinculadas aos acontecimentos econômicos da região em que a escola atua.

Se a cidade está prestes a receber uma nova fábrica, por exemplo, a tendência é que muitas pessoas se desloquem para a área. Por consequência, os filhos dos novos funcionários precisarão de uma escola. Essa é uma excelente oportunidade para a instituição de ensino.

Da mesma forma, um cenário econômico favorável do país também beneficia (e muito) as instituições, pois a melhora do poder aquisitivo significa maior procura pelas escolas particulares.

Threats (ameaças)

Assim como as oportunidades, as ameaças estão relacionadas a acontecimentos externos à instituição de ensino. Contudo, esse ponto trata dos aspectos que influenciam negativamente o desenvolvimento da escola e não estão ao alcance da ação dos gestores.

Um grande exemplo é a crise econômica na qual o país se encontra, que leva as pessoas a optarem pelas escolas que oferecerem maior vantagem financeira. A mudança do trânsito na região ou a falta de segurança pública são aspectos considerados ameaças também.

Como fazer a análise SWOT?

A análise SWOT normalmente é feita com o planejamento estratégico. Por mais que não haja uma regra determinando sua periodicidade, o ideal é que ocorra regularmente, para adequar as estratégias.

O ideal é que seja feita uma reunião envolvendo profissionais de diversas áreas, para abranger todos os setores da escola e identificar o máximo de aspectos positivos e negativos da instituição. Defina um período em que os colaboradores possam se dedicar exclusivamente às discussões.

Essas reuniões devem acontecer fora do horário das aulas ou mesmo do período letivo, assim todos os representantes terão disponibilidade para participar. Algumas escolas elegem representantes de classes para que também participem das discussões, a fim de conhecerem todos os pontos de vista.

Para fazer um turnaround na sua instituição de ensino, é importante contar com a experiência de quem entende do assunto. Nesse contexto, vale a pena recorrer a uma consultoria empresarial que tenha o conhecimento necessário para identificar problemas e pensar em formas de otimizar os processos da escola.

A Szabo é uma empresa de consultoria referência em turnaround para escolas. Sua equipe é especializada em oferecer toda a assistência e o suporte necessário para reverter o cenário negativo e reerguer seu empreendimento, transformando-o em referência no mercado da educação.

Percebeu a necessidade de realizar um turnaround eficiente na sua instituição de ensino? Então, entre em contato agora mesmo com a Szabo Assessoria. Somos uma consultoria empresarial especializada em gerência de projetos, turnaround e gestão educacional!

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