Administração na prática

3 modelos de gestão escolar que você precisa conhecer!

O sucesso de uma instituição de ensino depende de diversos fatores, como as gestões pedagógicas, administrativas e as suas boas práticas. Dessa forma, os modelos de gestão escolar são fundamentais para a escola atingir seus objetivos e exercer seus serviços com excelência.

Por isso, entender mais sobre gestão é um passo importante. Foi pensando no tema que elaboramos este post: para que você saiba o que é gestão escolar e os principais modelos existentes. Boa leitura!

O que é gestão escolar?

gestão escolar pode ser caracterizada pela otimização dos processos e tarefas do cotidiano que objetivam garantir a qualidade da educação, bem como manter a instituição de ensino sustentável.  Ou seja, o seu objetivo é promover a organização e a articulação de todas as condições necessárias para garantir o avanço dos processos socioeducacionais, orientados para promover a aprendizagem dos alunos.

Na realidade das escolas particulares no Brasil, a gestão escolar está concentrada, geralmente, na figura do diretor ou do mantenedor de toda a instituição. Mesmo assim, é comum que esse processo seja compartilhado, também, pela equipe pedagógica e por outros indivíduos dentro da comunidade escolar.

O sucesso do processo de ensino-aprendizagem, além da permanência da escola no meio educacional, pode ser ligado diretamente à maneira com que ela é gerida e como essas boas práticas podem estar atreladas à gestão. Assim, ao enxergar a importância de uma administração eficiente, gestores acabam por buscar um modelo ideal para seguir.

Quais são os modelos de gestão escolar?

1. Burocracia e administração centralizada

Mesmo em escolas menores, é possível ter uma estrutura administrativa bem articulada.

Em alguns modelos de burocracia e administração centralizada, a diretoria tem autonomia para assinar documentos e tomar decisões que são relacionadas ao planejamento escolar. Podem, também, convidar outros profissionais com o objetivo de participar da equipe, utilizando critérios técnicos para escolher cargos de supervisor, por exemplo.

Nesse modelo, é possível delegar questões burocráticas e administrativas à profissionais qualificados. No entanto, é interessante observar que não é permitido eximir o diretor de orientar o trabalho, além de supervisionar todas as ações executadas.

Em relação aos cuidados a serem tomados, devem ser compartilhadas tarefas que facilitem o dia a dia da administração do líder. Nesse contexto, é essencial ter ferramentas para a supervisão das ações em andamento, como: indicadores, relatórios e questionários.

2. Decisões e ações compartilhadas

Nesse tipo de modelo de gestão escolar, a direção pode ser dividida por mais de um coordenador. Optar por coordenadores de turnos pode ser uma ótima maneira para solucionar imprevistos na instituição. Caso você escolha próprios membros da equipe, não deixe de indicar professores para exercerem essa função, já que eles entendem bem sobre a realidade escolar.

Entre suas principais atividades, destacamos a resolução de conflitos e a preparação de espaços para eventuais atividades.  Além disso, existem escolas com coordenadores que representam a instituição em eventos na Secretaria de Educação e trabalham como interlocutores no relacionamento com a comunidade.

Também há os que orientam os professores em relação às metas, ao desenvolvimento dos alunos e nas observações da sala de aula. Enquanto outros cuidam de assuntos relacionados à infraestrutura, tesouraria e secretaria. Com isso, a coordenadoria geral foca na ação e análise de problemas e no planejamento das ações pedagógicas e institucionais.

A divisão racional das tarefas, mesmo se a equipe for pequena, não emperra a rotina e faz com que a coordenadoria geral foque em assuntos mais estratégicos. Além disso, facilita na tomada de decisão e o compartilhamento das informações.

É essencial que toda a equipe possa se reunir semanalmente para discutir eventuais problemas e suas soluções. Esses encontros são vantajosos por permitir que todas as ações adotadas sejam constantemente repensadas, melhoradas, além de os coordenadores de turno terem a chance de impedirem com que eventuais gargalos possam atrapalhar o dia a dia escolar.

3. Gestão participativa

Na gestão participativa existe uma parceria entre os gestores e a comunidade escolar, em que todos se mobilizam participando das tomadas de decisões da escola. Essa maneira de encarar a escola traz benefícios tanto para alunos quanto para docentes e gestores.

Por meio dela, existe a possibilidade de melhorar a gestão financeira da instituição, deixando os alunos mais engajados e fazendo com que a sociedade seja mais comprometida com a cidadania.

Entre as vantagens desse modelo, destacamos que a gestão escolar participativa auxilia no processo de cobrança de profissionalismo dos gestores e professores. Além disso, permite que a grade curricular esteja em constante atualização, em sintonia com o contexto socioeconômico da sociedade.

Motiva, ainda, os alunos a se engajarem mais, garantindo melhor desempenho escolar.

Para os gestores, esse modelo de gestão escolar facilita a tomada de decisões, já que é possível compartilhar as responsabilidades. Os gestores devem melhorar constantemente a capacidade de ouvir, acolhendo críticas e sugestões. Ao adotar esse comportamento receptivo, existe a possibilidade da comunidade escolar se sentir mais à vontade para se reunir com a direção e expor as suas ideias.

Além disso, evita a centralização das tarefas e uma administração isolada dos líderes. Isto é, eles estarão em constante diálogo com toda a equipe que proporá melhores soluções no dia a dia escolar.

Esse tipo de gestão extrapola os limites da instituição, levando benefícios também para a sociedade. A sua estrutura democrática contribui para aliar objetivos comuns à escola e à comunidade, contribuindo para a participação de pessoas que, em outros modelos, era ignorada.

Existe um modelo de gestão escolar ideal?

Muito se discute em relação aos modelos de gestão escolar. Enquanto alguns tendem pela participação de toda a comunidade, outros enfocam no aspecto pedagógico e/ou administrativo. Apesar dos diferentes formatos, não existe um modelo de gestão ideal.

Um primeiro motivo que nos mostra essa realidade é que as escolas particulares têm diferentes realidades. São essas especifidades que, na maioria das vezes, vão orientar a forma com que será a gestão de cada instituição.

Proposta pedagógica, localização, tamanho do corpo docente, quais segmentos são atendidos e até mesmo o número de alunos são alguns aspectos que precisam ser levados em consideração na gestão. Além disso, o propósito de cada escola é diferenciado.

É certo que a missão de toda instituição é promover uma educação de qualidade, além de formar alunos com cidadania, autonomia e responsabilidade. No entanto, a maneira com que esse objetivo será atingido e quais as estratégias utilizadas serão específicas de acordo com o negócio. Cada instituição tem um propósito que vai muito além do objetivo comum.

Ao ler este conteúdo, você pôde conhecer 3 dos principais modelos de gestão escolar, saber o significado desse conceito e entender se existe um tipo de modelo ideal. Assim, é possível avaliar a realidade da sua escola para aplicar aquele que mais se adequa às suas necessidades, promovendo uma boa administração.

Caso queira se aprofundar no assunto, continue no blog e conheça as melhores práticas de gestão escolar para sua escola.