Administração na prática

Como funciona o plano de recuperação judicial na prática?

Em tempos de crise, muitas empresas se veem obrigadas a fecharem as portas por falta de condições financeiras para dar continuidade às atividades. Nas escolas, isso não é diferente. Como consequência, professores e demais funcionários são demitidos (muitas vezes, sem receber os valores devidos) e os responsáveis precisam encontrar outros colégios para seus filhos.

Para evitar que as dificuldades se agravem, ou mesmo para limitar os danos, é essencial elaborar um plano de recuperação judicial para sanar a situação de crise. Pensando nisso, elaboramos este post para que você entenda o que é esse plano e quais são as medidas preventivas a serem tomadas pelos gestores. Boa leitura!

Entenda o que é a recuperação judicial

A recuperação judicial de uma empresa é um meio para evitar a sua falência, ou seja, pede-se a recuperação para que aquelas atividades continuem em funcionamento, evitando o fechamento, o não pagamento dos credores e as consequentes demissões. 

O proprietário da escola que estiver passando por dificuldades para pagar professores, funcionários administrativos e demais fornecedores deve pedir ao poder judiciário para que lhe permita colocar em prática um plano de reorganização da empresa. Nele, é discriminado qual a situação da escola, quanto ela deve e quais ações serão tomadas para quitar as dívidas e continuar em atividade. 

Caso a justiça aceite a solicitação, o plano deve ser posto em prática em até 60 dias. Se não der certo, a recuperação será transformada em falência. Durante esse período, os gestores da escola devem apresentar um balanço mensal ao juiz e aos credores informando sobre o andamento da empresa. Haverá um administrador judicial, que servirá como uma espécie de intermediador entre a empresa, os credores e a justiça. 

Entre os requisitos para se adotar o plano, destacamos:

  • não ter decretado falência;
  • não ter obtido concessão para recuperação judicial em um prazo de cinco anos;
  • não ter sido condenado nos crimes da Lei da Recuperação Judicial. 

Algumas escolas que passam por esse problema econômico-financeiro têm funções sociais de bastante relevância. É nesse ponto que se torna interessante a ideia do plano de recuperação judicial, para evitar que haja perdas não apenas aos gestores, como também para alunos, fornecedores, professores e funcionários administrativos que dependem do funcionamento daquela instituição.

As escolas particulares, principalmente nos últimos anos, acabaram embarcando em uma situação difícil no ponto de vista financeiro, por conta de constantes mudanças enfrentadas no cenário econômico nacional. Entre elas, tributos em ascensão, diminuição do consumo, aumento do desemprego, além de outras questões.

Quanto antes a situação de crise for identificada, melhor será o processo. Assim, é possível traçar medidas preventivas para evitar que a escola chegue nessa situação. 

Saiba o que a escola pode fazer para evitar esse quadro

Para evitar medidas extremas como a recuperação judicial, é possível traçar algumas estratégias. Veja quais:

Diagnóstico empresarial

Um diagnóstico empresarial pode ser definido como uma avaliação bastante detalhada dos processos internos da escola. Para isso, é preciso considerar aspectos relevantes para o funcionamento, como a quantidade de alunos, as ações de marketing, o operacional, o estado das finanças, a gestão de colaboradores e demais fatores da empresa. 

De modo geral, pode-se afirmar que esse tipo de diagnóstico é um documento que vai relatar detalhadamente a atual situação da escola, assim como apresentar seus pontos fracos e fortes. 

Dessa forma, é possível planejar soluções para a empresa de maneira mais eficiente e objetiva, baseando-se unicamente em dados. 

Análise de riscos

A palavra “risco” já permite identificar do que se trata: possíveis problemas a serem enfrentados pela escola, que podem vir, por exemplo, em razão do alto investimento que não gerou retorno, pela queda do número de alunos ou até mesmo por uma invasão de hackers no banco de dados. 

A análise de riscos, portanto, é uma maneira de o gestor planejar diversas ações para evitar situações como essas, organizá-las e administrar os recursos, sejam humanos ou materiais. O objetivo dessa gestão é diminuir ou anular os possíveis impactos negativos que vão gerar nas escolas. 

Dívidas

A escola deve, ao máximo, evitar o acúmulo de dívidas. Para isso, controlar a inadimplência dos responsáveis pode ser o primeiro passo. Conheça algumas ideias a respeito:

Previna-se

Consultar o nome dos futuros responsáveis em serviços de proteção ao crédito é uma excelente maneira de se prevenir. Caso haja a verificação de dívidas, encontre formas de pagamento que vão garantir que as mensalidades sejam recebidas, como cartões de crédito ou débito. 

Facilite as formas de pagamento

Para evitar a inadimplência, é necessário facilitar as formas de pagamento, oferecendo mais de uma maneira para receber. Seja por boletos, seja por cartões de débito, seja on-line: tudo isso facilitará o dia a dia dos responsáveis. No entanto, tome cuidado com cheques, evitando aceitá-los sobretudo quando se trata de novos alunos.

Assessoria de gestão escolar

Uma assessoria para gestão escolar é uma ótima maneira de analisar o negócio com olhos mais atentos, de maneira crítica e profunda. Ao contratar uma consultoria, os profissionais vão observar todos os processos considerando seu conhecimento em gestão e no mercado. Além disso, são capazes de encontrar detalhes que no dia a dia passam despercebidos por quem já faz parte do ramo há um longo tempo. 

A assessoria aplicará novas tendências, ideias e dicas, adequando-as ao que há de mais recente, evitando assim que a escola chegue ao extremo de uma recuperação judicial. 

A consultoria identifica que sempre há a possibilidade de fazer mudanças, repensar a gestão e organizar melhorias, realizando um mapeamento de todos os processos e decidindo quais seriam as mudanças necessárias. 

Além disso, um dos principais objetivos da assessoria é otimizar os processos internos da escola, avaliando quais são pontos de desperdício e identificando as maneiras de reduzir custos de maneira eficiente. É muito comum os consultores encontrarem as melhores formas de organizar as contas, apresentando tecnologias e investimentos que vão aumentar a eficiência geral e, consequentemente, reduzir os gastos. 

Saiba o que é a recuperação extrajudicial 

Além das soluções apresentadas, uma recuperação extrajudicial também pode ser a solução para a sua escola. Ela é um acordo privado entre o devedor e credor. Nele, uma proposta de recuperação pode ser apresentada para um ou mais credores, fora da esfera judicial. Essa proposta pode ser feita em qualquer condição e a qualquer credor, desde que não haja impedimento legal. 

Mesmo que a ideia de recuperação extrajudicial remeta a um procedimento mais simples, ela não deve importar perda de segurança, manipulações e nem um injusto prejuízo aos credores. 

Ao ler este conteúdo, você pôde perceber que o plano de recuperação judicial pode ser uma alternativa para as escolas que estão com problemas financeiros. No entanto, o melhor caminho é evitar que se chegue a esse extremo. Contar com uma consultoria de gestão empresarial para o seu negócio é a alternativa mais inteligente para tais situações.

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